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Speedpainting no Krita, processo comentado

Caros amigos, tudo bom vocês? Hoje quero compartilhar com vocês o um pouco dos processos possíveis dentro do potente software livre de pintura digital que é o Krita, que como vocês puderam ver no vídeo não está devendo nada a outros softwares proprietários ou livres.

Speedpainting no Krita – 48m de pintura

Tendo a começar meus desenhos pela linha. Apesar de não ser obrigatório nem unanimidade (muitos artistas começam pelas massas ) é o processo que obtenho melhor êxito, pois se aproxima mais das minhas práticas cotidianas de desenho no sketchbook ou das coisas que faço nos quadrinhos.

Nesse caso específico o desenho de linha não era tão importante pro resultado final, por isso esse resultado a seguir era satisfatório.

Sketch preliminar

*Nota, trabalhei com um pincel duro com opacidade em 100%, só depois que reduzi a opacidade já na camada.

Com o desenho suficiente é hora de começar a pintura. Marquei, então, a silhueta do personagem e agrupei com Alpha (transparência) (no Krita é o equivalente à Clipping Mask do photoshop).

Silhueta da pintura marcada bem geométrica

Vocês podem ver mais sobre isso neste vídeo abaixo. (Lembre-se de inscrever-se no canal, risos.)

Feita a silhueta, começo a trabalhar as primeiras pinceladas, que nesse caso davam a cor da pelugem e nariz do gatinho. Notem como nada “vaza” da silhueta, esta é a vantagem de agrupar com Alpha (transparência) – facilita pra caramba o trabalho.

Adicionando detalhes na pintura

E quanto aos pincéis? Bom… são os esses:

Pincéis defaults do krita
  • 1 -Airbrush para grandes fusões de cor
  • 2-duro para “recortes”
  • 3-Giz para texturas
  • 4-lápis (o que mais usei)
  • 5-misturador texturizado
  • 6- Misturador redondo

*Não são os nomes oficiais, mas são todos nativos do programa (vem com ele na instalação)



Um tempo para os olhos.

Um momento para trabalhar nos olhos: aqui reabilitei a função “simetria” do Krita, que me permitiu marcar muito rapidamente a forma, depois desliguei e trabalhei as luzes individualmente.

Uma coisa importante: até não dem Zoom/Aproximar nenhuma vez. Zoom/aproximar tem que ser usado com sabedoria, do contrário você perderá muito tempo detalhando áreas não importantes. É o que acontece quando se alterna muito entre as escalas.

Aqui retornei ao raciocínio do desenho para trabalhar os detalhes: muitas hachuras de diferentes cores com uma tentativa de dar ritmo à pintura.

Nesta etapa resolvi trabalhar um pouco mais as relações entre luz e sombra, ainda que soubesse que faria ajustes de contraste depois. Trabalhei numa “layer/camada” em “multiply/multiplicação” com baixa opacidade acima das outras tornando algumas áreas mais escuras.

Feito isso, parti para a pós produção, que nesse caso foi uma camada de filtro de curva (o que no photoshop seria uma camada de ajustes com curva) acima das demais aumentando os contrastes. Foi aplicado um leve filtro de “blur/borrar” no corpinho dele.

Se você chegou até aqui só tenho a agradecer.

Espero que o conteúdo tenha sido útil.

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FelC.

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