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Sobre lidar com o bloqueio criativo

[DESENHO] [BLOQUEIO CRIATIVO] [PAPEL EM BRANCO]

Um dos problemas que os desenhistas (poderia trocar por artistas, mas quero ser específico) mais se deparam é a impotência na hora de desenhar. Pode parecer exagero, mas é dolorido pra caramba, gera muita ansiedade e acaba afastando as pessoas que têm pouca experiência na prática do desenho.

Muito desse problema é fruto da ansiedade de não atender às expectativas externas, tanto as de produção (mercado de trabalho) quanto as sociais (o famoso você não tem talento para isso), que acaba bloqueando qualquer resquício de ânimo, criatividade ou mesmo o prazer de fazer aquilo que se gosta.

Pode apostar, eu sei muito bem como é isso. Encaro essas questões com alguma frequência e sempre que me debruço sobre a minha prancheta sou rodeado de inseguranças, que acabam por vezes comprometendo o que mais gosto de fazer. Mas se a gente gosta tanto de algo por que não faz? São muitos os motivos e não poderia contemplá-los neste texto, mas posso dar alguns pitacos.

O que eu gosto de fazer quando me deparo com um problema que parece maior do que as minhas capacidades é pensar o que outros fariam, e procuro exemplos.

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Em algum momento do documentário “Laerte-se” a própria diz que tem medo que as pessoas descubram que ela é uma farsa. Ora, se a Laerte sente isso, poderia dizer que, bem… qualquer um também pode sentir. E não falo no sentido dela estar acima dos “mortais” ou outra bobeira do tipo, mas sim pela frequência que ela desenha.

Ou seja: se ela, que faz isso há mais tempo do que eu tenho de vida e ainda assim sofre com as inseguranças, então a gente sabe que isso é e será uma constante: não dá para simplesmente deixar de ter por perto. A solução? Nada simples de aplicar, mas muito simples de dizer: continuar fazendo.

Se você sente aquela vontade inexplicável de desenhar e sente que perde como pessoa ao não fazer, então, por favor, faça. Sente-se sobre a sua mesa e faça aquilo que você está inclinado a fazer, ainda que as pessoas no entorno não entendam bem o porquê.

Em um mundo cada vez mais apegado às relações de mercado é um tipo caro de resistência sentar-se para simplesmente satisfazer as nossas mais básicas inclinações, sejam elas da “utilidade” ou não.

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Um grande abraço!

Fel Coutinho.

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