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Caminhos — novos

Fico sempre pensando em tudo que me trouxe até aqui — é uma das minhas digressões favoritas, onde passo algumas horas, criando narrativas que esclareçam a ordem dos acontecimentos, como se fosse possível uma linearidade no caos que é a realidade. Entretanto, gosto de fazer o exercício de pensar como as coisas se deram, e vez ou outra encontro uma boa (rara, mas nem tanto) lição que trago comigo. Foi o caso hoje: extrai das minhas vivências algumas boas lições para os meus próximos meses, quiçá anos. Lições que vão me ajudar a caminhar de maneira diferente, nova. Nunca é fácil aplicá-las, mas cá estamos nos nesse desafio imenso que é a vida.

Muitas coisas aconteceram nos últimos anos, nos cenários pessoal, regional e global. Muitas das minhas previsões catastróficas se fizeram reais e eu deixei me tornei um adulto. Hoje, especialmente hoje, acho que faz parte do “tornar adulto” uma perspectiva menos otimista, menos deslumbrada (se você ler as postagens antigas deste blog vai perceber que o tom da minha escrita mudou, hoje sou o que pode-se dizer pessimista, mas não trata-se do sentido vulgar do pessimismo; aquele que faz crer que o pessimista está sempre reclamando ou vendo o pior de tudo, mas uma perspectiva do pessimismo como possibilitante de ver além do que estamos sendo induzidos a ver. Cabe aqui uma nota: ainda preciso de muito mais leitura para encerrar o assunto em minha mente, mas por hoje é isso). Isso não significa estar fechado às boas coisas da vida, pelo contrário; posso dizer que, hoje, desfruto muito mais da vida do que há dez anos, onde tudo era lindo e nada era. Agora, ao contrário de antes, percebo muito melhor a riqueza dos momentos, mesmo os piores e tento aprender com os acontecimentos, foi disso que surgiu o texto que você está lendo.

E pensando nos novos caminhos, cheguei a algumas conclusões, tanto parta caminhos pessoais, como profissionais. A primeira e maior decisão foi: preciso ser menos provocador nas minhas comunicações, isto,é claro, se eu quiser obter êxito profissionalmente, visto que a maioria das pessoas não está disposta a lidar com um a instabilidade que uma provocação suscita, portanto, hoje, estou mais inclinado a um tom conciliador nas minhas comunicações, para que o meu trabalho possa atuar de maneira subversiva por si próprio. A segunda decisão foi a de passar o menor tempo possível em redes sociais: há pouco tempo li um livro sobre isso e definitivamente acho que chegou a hora de usar as redes, sobretudo o Facebook, o mínimo possível; o ambiente lá é um dos mais tóxicos que eu já vi na vida. As demais decisões são repercussões da sque tomei no início do ano: organizar fisicamente melhor o meu ateliê, continuar meus esforços para um corpo mais saudável e encontrar na leitura um parceiro para o tempo que, por hábito, eu estaria nas redes sociais.

Abaixo quero deixar alguns dos planos que tracei para as próximas semanas e meses. Espero contar com você, meu leitor, para materializar essas ideias.

  1. Encerrar a campanha de TEMPO ACÚMULO no catarse de forma vitoriosa.
  2. Iniciar as aulas da primeira turma do curso de desenho online.
  3. Regularizar a frequência dos webquadrinhos de 2019.

Sinto que de alguma forma o texto continua como nas minha digressões: um tanto desconexo, mas postarei assim mesmo, para que eu entenda que é nesse estado em que estou, compreendendo que isto faz parte do meu caminho, porque em algum momento eu entendi que as limitações contribuem, e muito, para o desenvolvimento das nossas habilidades.