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Benzina – Yemanjá – Step By Step



O primeiro passo


O primeiro passo, normalmente, é coletar as referências. Para esse projeto, faço um bate a volta com o Anarcofino, que me ajuda com uma descrição detalhada dos Orixás e fotos de referência. Abaixo mostro algumas desse projeto.

Rascunhos

Passada a análise das referências, faço o primeiro rascunho seguindo-as, mas sem olhá-las. Saio da mesa do computador e vou para a minha mesa analógica, onde faço um primeiro desenho com hidrocores de cores claras. (gosto dos mais baratos porque mancham menos) Nesse primeiro esboço a intenção é mais passar a ideia geral e ter uma base da forma e silhueta da personagem. Sempre bom lembrar que essa série é inspirada nas esculturas africanas Yoruba. Como se trata de uma série, já deu tempo de assimular algumas questões das esculturas, bem como poses mais comuns, feições, proporções, etc.

Envio o esboço para o Anarcofino para receber as impressões dele, que é muito criterioso, pois o assunto dos desenhos é sério. Cada item desenhado não está ali por acaso, mas sim para corroborar a iconografia do Orixá representado.

Normalmente ele me devolve com algumas anotações. Neste caso optou por retirar a cauda de peixe e adicionar um capacete característico. Reenviei a imagem abaixo para aprovação.

Aprovado o rascunho, parto para a arte-final. Neste caso optei por seguir direto para o computador, no software Krita. Na arte final adiciono mais detalhes e adereços, e se, eventualmente, o Anarcofino lembrar de mais alguma coisa, ele diz.

Terminada a arte final, começo as cores. Nessa etapa é onde mais sigo as referências, para não errar a mão.

Nesse trabalho foi especialmente divertida a etapa, pois adoro pintar água com essa estilização que desenvolvi ao longo dos anos.

Alterações

No final do trabalho surgiu uma pequena alteração: era importante adicionar o Abebé de Yemanjá. Volei algumas etapas e redesenhei a mão seguindo as novas referências enviadas.

Resultado final

E assim chegamos ao resultado final.

Espero que vocês tenham gostado!
Agraço aos amigos Anarcofino e Stephanie Borges pela confiança. Mesmo.
Termino recomendando o podcast, que vocês podem ouvir clicando aqui.

Até mais!!!

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